Consultoria financeira: Vale a pena?

O Brasil é carente de educação financeira e isso faz com que boa parte da população tenha muita dificuldade para lidar com dinheiro. Como temos uma demanda muito grande de empreendedores, cada vez mais tem crescido a necessidade da contratação de serviços de consultoria financeira.

Você sabe o que faz um consultor financeiro? Acha que vale a pena?

No artigo de hoje, vamos entender o que faz uma consultoria financeira e o que ela pode ajudar no seu negócio. Nos acompanhe na leitura! 

O que é e o que faz um consultor financeiro?

Um consultor financeiro geralmente é formado em administração de empresas, economia ou gestão financeira. Ele é responsável por analisar as finanças e processos de uma empresa ou pessoa para criar estratégias de melhoria. 

No caso das empresas, ele estrutura as melhores estratégias com base nas metas da organização. Também aconselha sobre o que deve ser feito para que elas sejam atingidas.

Essa análise é toda feita por meio de dados, que são fornecidos pela contabilidade da empresa. O consultor ajuda o gestor da empresa a tomar decisões importantes e geralmente ele é requisitado quando o empresário está pensando em contratar algum empréstimo, fazer um investimento importante ou negociar alguma dívida. 

A diferença entre a consultoria financeira pessoal e empresarial 

Muitos empreendedores, principalmente os que têm empresas pequenas, não separam as despesas pessoais das empresariais. Isso acaba gerando a necessidade de procurar um consultor financeiro acreditando que ele resolverá o problema de ambos os casos. 

Mas não é assim que acontece. 

Apesar de existirem profissionais que lidam com os dois tipos de consultoria, geralmente um consultor é especializado em um tipo de finança, a empresarial ou a pessoal. 

De qualquer forma, se você está com problemas financeiros, contratar uma pessoa para lhe orientar é uma ótima opção para controlar a situação. 

Só assim é possível criar uma nova estratégia para evitar que essa mistura de contas se repita. O ideal é que você consiga separar as despesas e receitas de maneira correta. 

Quais são as funções de um consultor financeiro na prática?

Uma das melhores coisas da consultoria financeira, é que você não perde o controle do seu negócio. 

A menos que você seja um especialista, contratar um consultor financeiro vai fazer com que você poupe tempo e dinheiro.

Além disso, o consultor pode usar a experiência para definir processos contábeis internos e monitorar despesas, e pode ser uma das melhores maneiras para estimular habilidades. E é preciso saber também que você não precisa passar por um momento de crise para conhecer as melhores maneiras de lidar com suas finanças, antes disso você já pode contratar um consultor financeiro que vai te ajudar a evitar os imprevistos e muita dor de cabeça. 

Então podemos dizer que a primeira função de um consultor financeiro é reduzir custos. O foco dele é fazer com que você gaste menos dinheiro e obtenha mais lucros com o seu negócio. 

Muitas empresas passam por um momento de transição quando estão em estágio de crescimento, e um consultor financeiro nessa fase é muito importante porque ele tem a visão do que é preciso para lidar com questões de dinheiro. 

Portanto, se sua empresa está crescendo, pode ser um bom momento para chamar um consultor financeiro. Ele vai te ajudar a levar seu negócio na direção certa do crescimento e será seu apoio para buscar novas oportunidades e explorar seu nicho de mercado. 

Se você tiver dúvidas, por exemplo, em diversificar ou não seu produto ou serviço, essa orientação pode te ajudar a decidir quando isso será uma boa ideia. 

Evite burocracias com a tributação

Por fim, uma terceira função do consultor financeiro é evitar burocracias com a tributação. 

Quando você coloca seu dinheiro em um investimento, você pode descobrir toda burocracia da tributação que só vai trazer dor de cabeça e isso é um desafio e tanto. 

Por isso é essencial que você tome cuidado e evite um investimento com taxas que prejudiquem a sua renda. 

Um consultor financeiro pode cuidar desses assuntos, e garantir que todas as possíveis implicações fiscais tenham sido levadas em conta antes de avançar. 

Esse profissional conhece todas as leis e métodos para ajudar a aproveitar ao máximo as finanças do seu negócio e pode trabalhar com você na revisão da sua situação financeira. Isso é fundamental para evitar erros ou corrigir decisões que você tenha tomado antes.

Quando devo contratar um consultor financeiro?

Muitas pessoas têm essa dúvida, principalmente se o negócio já está difícil, as contas não estão equilibradas e mais um gasto pode parecer inviável. 

Frente aos desafios, entender que essa pessoa só vai ajudar é mais fácil, mas ver que o gasto com esse serviço será um investimento, realmente é mais difícil. 

Contratar uma empresa de consultoria financeira vale a pena, pois realmente é um investimento. Você deve fazer isso especialmente se estiver enfrentando desafios em sua empresa.

Também é válido fazer isso de forma preventiva, como vimos acima. As orientações podem ajudar e até mesmo salvar sua empresa de um problema mais grave. 

Com a ajuda de um consultor financeiro, você pode reunir dados da companhia de forma lógica e traçar um plano de ação. 

Isso vai manter sua empresa com uma boa gestão ou melhorar os problemas. Com a contratação desses profissionais, você poderá ter uma ideia se a empresa pode pegar um empréstimo para quitar a vista alguma dívida. Bem como pegar um crédito, ou se é indicado mudar a estratégia com relação ao mercado. 

Pensar em uma nova abordagem com alguém de fora, pode ser muito mais fácil, pois essa pessoa pode trazer ideias que ninguém pensou antes. 

Oportunidades de crescimento com a consultoria financeira

O consultor financeiro acaba atuando como um par de olhos extras. Ele diagnostica problemas que não são tão claros para o empresário como as dívidas, por exemplo. 

É difícil ver oportunidades de crescimento quando se está cheio de dívidas. Mas um consultor financeiro enxerga por meio dos números uma forma de você sair delas e ainda obter sucesso no seu empreendimento. 

Com esses dados em mãos, vocês juntos, conseguirão identificar pontos nos quais será possível cortar gastos, refazer processos, contratar novos fornecedores com preços e condições mais atrativos. Também será possível pensar em outras ações que podem fazer muita diferença na vida financeira da sua empresa.

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Por onde começar a organizar o setor financeiro de sua clínica?

Manter organizado o setor financeiro de uma clínica médica é uma demanda importante e é de responsabilidade do gestor.

Para ter bons resultados neste trabalho, o profissional precisa fazer com que as finanças estejam bem organizadas, e isso só é possível por meio de atitudes práticas do dia a dia. 

Só assim será possível ter um controle assertivo da rotina da clínica e até evitar possíveis prejuízos, como saber quanto se está gastando com despesas fixas e salários, ter conhecimento da movimentação financeira e aprimorar o faturamento. 

Um controle financeiro efetivo também te dá uma visão financeira melhor do futuro para que você planeje melhorias na clínica e até mesmo a compra de novos equipamentos. 

Por isso, organizar, controlar e analisar são as palavras de comando essenciais para a gestão de qualquer setor, mas isso fica ainda mais importante quando se trata de finanças. 

Hoje trouxemos algumas dicas para você se organizar com o setor financeiro da sua clínica, e ter melhores resultados, garantindo melhores lucros. 

Continue a leitura! 

Controle do fluxo de caixa da clínica 

Ter o controle do dinheiro que entra e do dinheiro que sai é essencial para que o gestor saiba o que está entrando de renda e o que está saindo de gastos. 

Assim será possível acompanhar e analisar a saúde financeira da clínica por completo. 

É preciso incluir todos os valores dos custos fixos e variáveis neste controle, além de todo o dinheiro que entra.

Mas o fato é que o fluxo de caixa, quando bem organizado e bem estruturado, facilita que o gestor tenha acesso a todas as informações e movimentações relacionadas com a gestão financeira. 

Para que esse controle seja efetivo, você pode especificar cada movimentação financeira, separando o que é custo fixo do variável, e o que é pagamento recebido pelo cartão de crédito, débito, convênio e o que é recebido por dinheiro por exemplo. 

Faça um planejamento eficiente para sua clínica

Como dissemos antes, fazer um planejamento eficiente faz parte de uma boa gestão financeira, pois é a melhor maneira de organizar os meses futuros da gestão como um todo.

Nesse planejamento devem constar as metas e objetivos reais de acordo com a situação financeira da clínica. 

Também é preciso saber quais são as principais ações que você precisa fazer para atingir um objetivo específico. Por exemplo, quantas consultas você precisa realizar para comprar um ar-condicionado para a recepção? 

Organize isso em etapas. 

Deixe claro a média de custo de funcionamento da sua clínica e o total de entrada dos últimos meses. 

Depois estipule o aumento desejado de atendimentos que vão dar lucratividade, e essas metas podem ser de curto, médio e longo prazo. 

Se a sua meta for de diminuir os custos da clínica, isso também deve constar no seu planejamento. 

Mas lembre-se que a qualidade dos seus atendimentos e da matéria prima que você utiliza deve ser mantida, mesmo com o corte de custos. 

Independente se você pretende expandir, comprar equipamentos, fazer reformas ou adquirir um lugar próprio, tudo isso vai demandar investimentos. Independente do valor do investimento, especifique quando você deseja fazer isso e o quanto do valor líquido da sua clínica será utilizado para cada investimento. 

Estude gestão financeira

Há muito conteúdo rico na internet sobre gestão financeira, e eles podem te ajudar muito no que diz respeito a como lidar com as demandas da sua clínica. 

A precificação dos seus atendimentos e serviços e a estruturação do seu fluxo de caixa demandam conhecimento para que sejam feitas corretamente, garantindo fluidez para a sua clínica. 

Acompanhar as tendências do mercado financeiro e conhecer recursos que auxiliam na organização das finanças também são essenciais. 

Por isso, busque livros, treinamentos e cursos relacionados ao mercado financeiro. Existem muitos workshops online que podem te ajudar com isso. 

Só não busque milagres, pois não há nenhuma receita que mostre como ficar rico e milionário da noite para o dia e infelizmente disso a internet também está cheia. Busque conteúdos que tenham referência e que sejam realmente relevantes. 

Utilize o material para garantir uma gestão financeira com resultados positivos para a sua clínica. 

Fique de olho nos indicadores de desempenho financeiro 

Os indicadores de desempenho que são importantes para o seu setor são:

  • Faturamento bruto: indica quanto dinheiro entrou no caixa de sua clínica em um determinado período de tempo;
  • Lucratividade: é o percentual de valor líquido da clínica, em contraponto ao faturamento bruto;
  • Rentabilidade: indica o percentual de retorno do investimento feito;
  • Ticket médio: referente ao valor médio recebido por cada consulta (levando em conta os atendimento feitos por meio de convênios e também os particulares);
  • Custos fixos: soma de todas as despesas que não variam de mês a mês (como o aluguel e pagamento de salários, por exemplo).

Acompanhando esses dados você conseguirá compreender se o seu negócio está dando resultados financeiros ou se é hora de fazer um novo planejamento financeiro. 

Utilize um software de gestão financeira para te ajudar 

A tecnologia é uma ótima aliada quando falamos em organização das finanças, principalmente quando tratamos de clínicas médicas. 

Quando se utiliza um software de gestão, é possível manter todas as informações sobre as movimentações financeiras organizadas em uma mesma plataforma. 

Com o software, é possível ter um controle de contas a pagar e receber, controlar o estoque de materiais, além de outras ferramentas necessárias para manter o seu fluxo de caixa sempre atualizado. 

Além de você adquirir agilidade nos processos internos da sua clínica, também garante maior organização tanto para o gestor quanto para toda equipe.

É uma ferramenta segura que possibilita que todas as informações sejam acessadas a qualquer momento e em qualquer lugar. 

A possibilidade de gerar relatórios também é um alívio, pois com eles, você consegue ter, a hora que precisar, uma visão mais detalhada da situação atual do financeiro da clínica e conseguirá definir quais serão os próximos passos da sua atuação. 

Com essas dicas certamente você conseguirá se organizar com o financeiro da sua clínica, e claro, não se esqueça de contar com o suporte de uma assessoria contábil especializada para lhe dar todo apoio que você precisar. 

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Finanças pessoais e empresariais: A importância de separa-las!

Todo empreendedor tem essa dificuldade principalmente no começo de vida da empresa. E você? Separa suas finanças empresariais das finanças pessoais? Saiba por que essa estratégia é importante para o seu negócio e também para a sua vida pessoal. 

Principalmente se a sua empresa é de pequeno porte, os empreendedores de primeira viagem têm dificuldade de fazer essa distinção financeira, mas isso pode prejudicar os negócios. 

É preciso lembrar que seus gastos pessoais são diferentes das contas da empresa. 

Assim, você deve entender que deve ter um salário para pagar seus custos mensais, bem como ter um fluxo de caixa específico para a sua empresa. 

Pensando em tudo isso, esse artigo irá ajudar você a entender por que é essencial separar as contas pessoais das contas da empresa e como você pode adotar esse hábito a partir de agora. Confira! 

O que são finanças pessoais?

Antes de falarmos sobre a separação das contas, vamos falar sobre o conceito delas. No caso das contas pessoais, elas abrangem tudo o que é relacionado ao dinheiro e as decisões financeiras referente a família ou a pessoa. 

O conceito está relacionado ao seu orçamento doméstico, investimentos pessoais, gastos, uso de crédito, aposentadoria e outras questões.

Outros fatores que fazem parte disso é o planejamento tributário pessoal, educação financeira e o seu relacionamento com bancos. Por isso, as finanças pessoais ajudam a gerenciar melhor os recursos e alcançar seus objetivos financeiros. 

O que são finanças empresariais?

Já as contas empresariais abrangem todo processo que direciona a destinação do dinheiro da empresa. Considerando isso, o empreendedor deve buscar a otimização dos seus investimentos, de forma que a empresa aumente sua rentabilidade.

Falando de forma prática, você precisa analisar o orçamento para avaliar de que forma o capital deve ser distribuído na empresa, para mantê-la funcionando. Também é preciso identificar quais gastos podem ser reduzidos para que você tenha mais lucro. 

Outro fator a ser considerado é a forma de obter capital. Pode ser por prestar serviços, empréstimos bancários, etc. Elas também envolvem qual é o destino dos lucros, com o propósito de aumentar o patrimônio da empresa. 

Quando o gestor se preocupa com as finanças da empresa e planejar bem o uso do dinheiro, ela pode caminhar para o sucesso e ter um maior destaque no mercado. 

E por que é importante fazer a separação?

Agora que falamos sobre os dois conceitos, fica mais fácil falar porque é preciso separar as duas contas. 

Primeiro, para que um negócio funcione, independente do tamanho, uma empresa envolve vários gastos, como a compra de matéria prima, folhas de pagamento, estrutura, etc. 

Se as contas bancárias da empresa forem usadas para pagar contas pessoais, podem surgir problemas financeiros. Um deles é o descontrole em relação ao orçamento – e isso pode resultar em gastos elevados e dificilmente identificados. 

Também fica mais difícil analisar o desempenho do negócio. Sem controle efetivo e a separação de contas, podem surgir problemas pessoais. Com as contas misturadas, você nunca vai saber se o seu negócio está dando lucro não. É o velho “enquanto tem dinheiro, vou usando”. Isso está errado. 

Você terá dificuldades para saber se houve novos aportes com o seu próprio capital. Talvez você esteja pagando contas empresariais com seu orçamento pessoal sem perceber, então a divisão das finanças é primordial para a correta gestão financeira pessoal e empresarial. 

Sem esse hábito, fica cada vez mais inviável identificar gastos, prejuízos, rendimentos, lucros e situações de alerta. Consequentemente, a conquista das suas metas pessoais e empresariais fica cada vez mais distante. 

E quais os riscos que eu corro de não separar as finanças?

Se você ignorar essa tarefa, pode considerar que sua empresa não será vista como fonte de rendimento direto. 

Utilizar parte dos rendimentos do negócio para pagar contas pessoais vai prejudicar os compromissos básicos, como o pagamento de salário dos fornecedores e colaboradores. 

Essa prática também pode levar a necessidade de ter que contratar empréstimos bancários que têm juros elevados, e isso vai resultar em dívidas. 

Outra possível consequência da falta de controle financeiro são os problemas judiciais que você pode ter e isso pode levar a desconsideração da personalidade jurídica do negócio. 

Diante de ações judiciais, há riscos de que o empreendedor seja obrigado a pagar dívidas da empresa com o seu patrimônio pessoal. 

Como separar as finanças pessoais das empresariais?

Agora que você já entendeu a importância, vamos falar como você pode colocar em prática:

Faça um planejamento financeiro 

Fazer um planejamento financeiro tanto pessoal quanto profissional ajuda a estabelecer um padrão de vida. Liste todos os seus custos pessoais e o quanto você precisa receber para arcar com eles. 

Em alguns casos, é possível você buscar formas de reduzir despesas para otimizar o orçamento e mesmo que não haja um valor certo de recebimentos da empresa, você precisa definir um salário mensal para você retirar por mês. 

Independente do porte da sua empresa, a renda obtida com ele não deve ser direcionada apenas para o seu salário. 

A organização precisa se manter no longo prazo e possui uma série de obrigações financeiras. 

O planejamento empresarial é similar, com a diferença que aqui, você deverá adaptar os custos e rendimentos conforme a sua empresa. Também é preciso ter maior atenção com o controle de terminadas situações. 

O objetivo é permitir que o empreendimento possa ter um orçamento e verificar se as finanças estão alinhadas. Se algum gargalo for identificado, vale reavaliar as estratégias para solucionar os problemas. 

Mantenha as contas bancárias separadas

Se você for microempreendedor individual você pode receber os valores na própria conta de pessoa física, mas mesmo assim você deve ter conta separada. O controle financeiro fica mais fácil quando você tem contas separadas, e assim você não corre o risco de cometer erros na gestão. 

Conclusão

Ter um planejamento envolve anotar as entradas e saídas da conta, identificar pagamentos pendentes e conferir saldo.

Sem a divisão de contas, essa tarefa fica muito mais difícil e o risco de que os valores sejam usados de maneira inadequada se torna muito maior. 

Não deixe que os recursos se misturem para evitar prejudicar sua vida tanto pessoal quanto a profissional. Siga essas dicas e faça a gestão financeira da sua empresa de forma eficiente e sem complicações.

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O que é o CRM PJ?

Todo médico precisa ter um registro no Conselho Regional de Medicina do estado onde trabalha, portanto, toda empresa médica também precisa ter seu registro, que é o CRM PJ. 

Isso ocorre com outras profissões regulamentadas, e a ideia por trás disso é que essas empresas sejam fiscalizadas pelos conselhos de classe para garantir que estão exercendo suas atividades de acordo com o que manda a lei. 

No artigo de hoje, veja por que você médico precisa de um CRM PJ, como abrir e também as vantagens de abrir uma empresa. Confira! 

Por que você precisa de um CRM PJ e como abrir?

Se você atua como médico pessoa jurídica, ou seja, exerce sua atividade profissional por meio de uma empresa médica, precisa ter o seu CRM pessoal.

Mesmo que a empresa médica tenha vários sócios, ela precisará de um CRM PJ. 

O primeiro passo para abrir um CRM PJ, é procurar o conselho regional de medicina do estado onde fica a sede da empresa, levar seu CRM pessoal, a documentação da empresa e preencher o formulário de registro no site do conselho. 

Fale com um escritório de contabilidade especializado em profissionais da saúde, pois ele conseguirá lhe orientar e fazer o processo para você. 

Será necessário pagar a taxa de inscrição, o certificado de regularidade e a anuidade do CRM PJ. No ato do registro será necessário pagar apenas a anuidade proporcional aos meses restantes do ano. 

O registro no CRM PJ é obrigatório?

De acordo com as regras do Conselho Federal de Medicina, o registro é sim obrigatório. 

Muitos contratantes não exigem, mas é dever do médico administrador da empresa fazer o registro no conselho. 

Se a empresa não tiver inscrição perante o CRM competente, o referido CRM poderá instaurar procedimentos de auditoria e cobrança das taxas não recolhidas, inclusive judicialmente. 

Também poderá instaurar procedimento administrativo para apuração de eventual violação às normas que regem a profissão e o Código de Ética profissional.

Com relação a quantas pessoas podem fazer parte de um CRM PJ, o número vai depender do porte da empresa.

No caso de uma ME com rendimento anual máximo de até R$ 360 mil, será possível incluir até 9 colaboradores. 

Para Empresas de Pequeno Porte (EPP), com rendimento anual entre R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões por ano, será possível incluir de 10 a 49 colaboradores. 

E no caso da Empresa de Médio Porte (EMP), que não tem regra quanto ao rendimento anual, o limite de colaboradores é de 50 a 99. 

Se houver mais de um sócio, um deles deverá ser o responsável técnico perante o conselho. 

Dependendo do número de sócios, haverá obrigações adicionais, como por exemplo, apresentar ata de eleição dos administradores, código de ética interno, etc. 

Por que é importante que um médico tenha um CNPJ?

Agora que você sabe o que é o CRM PJ, pode ser que você tenha essa dúvida: para atuar com medicina, preciso ter uma empresa?

Essa pergunta surge principalmente para os profissionais que estão iniciando sua carreira. 

Saiba que fazer a abertura de uma empresa nem sempre é um procedimento simples, mas se você presta serviços para hospitais ou decidiu abrir sua própria clínica, é necessário sim ter um CNPJ ativo. 

É importante salientar que, quando o médico abre a empresa, a quantidade de oportunidades na área médica aumenta mais, e por isso é uma ótima opção para esses profissionais. 

Existem diversas modalidades de empresa que o médico pode abrir. São elas:

  • Sociedade Simples Pura;
  • Sociedade Simples LTDA (nesse caso, a sociedade é feita entre alguns médicos com responsabilidade limitada ao capital);
  • Sociedade Empresarial LTDA (nesse caso, a empresa é aberta por médicos e outros profissionais de ramos diferentes);
  • Empresa Individual de Responsabilidade LTDA ou EIRELI.

A construção do nome profissional e as oportunidades como PJ

Quando o médico atua como PJ, a todo momento ele usa o seu nome e com isso ele vai construindo seu nome no mercado.

Por isso é importante que ele tenha sua empresa, para construir sua base de pacientes e fazer seu nome na área médica, passando a ser conhecido pelos clientes. 

Fora isso, atualmente as clínicas e hospitais estão optando por contratar médicos que forneçam nota fiscal, e que prestem serviços atuando como pessoa jurídica, para não ter gastos com impostos trabalhistas (como seria se no caso contratasse como celetista). 

Por isso, o médico que possui sua própria empresa tem mais oportunidades profissionais no mercado de trabalho. 

A abertura da empresa também é uma forma de reduzir os impostos pagos pelo médico, pois se ele trabalhar como autônomo, os tributos pagos são bem maiores quando comparados aos impostos de uma empresa. 

Imposto de Renda para médicos

Está isento de declarar imposto de renda aqueles que recebem no máximo até R$ 28.559,70 e por isso, dificilmente um médico não deverá declarar imposto.

Mesmo aqueles que só recebem bolsa de residência ainda assim devem declarar. 

A confusão acontece quando o médico recebe apenas na PJ. Nesse caso ele terá que fazer a declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física de acordo com aquilo que retira em forma de salário ou de lucros, mesmo que sejam isentos. 

Declarar não quer dizer pagar impostos. Até um rendimento de R$ 40 mil anuais não há desconto e depois disso a alíquota é progressiva, portanto, quanto mais se ganha, maior a porcentagem de imposto que se paga sobre o salário.

As alíquotas vão de 7,5% até 27,5%. 

Vale a pena abrir uma empresa?

Levando em consideração a possibilidade de pagar menos impostos e as chances de conseguir mais trabalho, vale sim muito a pena que o médico abra uma empresa a adquira o CRM PJ. 

Porém, para que tudo saia dentro dos conformes, é imprescindível que o médico contrate uma boa contabilidade especializada, para lhe orientar e cuidar da emissão de notas fiscais, boletos, pagamento de impostos, departamento pessoal e outras funções financeiras das quais o médico não terá tempo para gerir. 

Portanto, não economize nessa parte. Contrate uma assessoria contábil, faça um bom planejamento tributário e trabalhe com a tranquilidade que seu financeiro está sendo bem cuidado.

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Quais as principais fontes de captação de recursos financeiros?

Todo empreendedor sonha em construir uma empresa que cresça e dê lucros exponenciais. Mas muitas vezes para isso é preciso adquirir recursos de outros lugares. Se você não tem capital próprio o suficiente para isso, saiba que há formas de captar recursos financeiros para o seu negócio e isso não é problema nenhum. 

Antigamente, a única forma de fazer isso era por meio de empréstimo bancário ou com terceiros, mas hoje o mercado evoluiu e há mais opções que se encaixam melhor no perfil da empresa e nas demandas de cada empreendimento. 

Continue lendo o artigo de hoje e aprenda mais sobre o assunto! 

Boa leitura!

O que é captação de recursos financeiros para empresas?

Podemos dizer que nada mais é do que um conjunto de ações articuladas, com o objetivo de levantar e mobilizar capital para manter e desenvolver o funcionamento geral da empresa. Seja para investimentos em geral, aquisição de um equipamento novo, geração de capital de giro e assim por diante. 

Isso é muito comum em organizações privadas, dos mais variados portes e setores do mercado, mas dependendo do caso até um setor público pode utilizar esse tipo de estratégia. De qualquer forma é importante saber quando é recomendável fazer esse tipo de captação e principalmente quando. 

O momento pode ser quando for o mais oportuno. Geralmente o mais recomendado é quando for essencial para a sobrevivência e o desenvolvimento do negócio do setor. Isso ocorre quando há uma necessidade de ampliação, reforma ou modernização. 

Outro momento em que é necessário tal estratégia é quando é preciso gerar capital de giro, que pode ser extremamente valioso em momentos de crise ou em caso de alguma eventualidade. 

Claro que em algum momento de implantação de projeto, aumento de produção, aquisição de maquinários também pode ser necessário a injeção de capital, por isso é preciso ter várias formas de fazer a captação de recursos financeiros para as empresas. 

Como fazer captação de recursos financeiros?

É preciso ter cautela para fazer captação de recursos financeiros, pois obviamente, a sua empresa precisa ser atrativa para os investidores.

Você não pode demonstrar somente que está precisando de dinheiro, mas sim qual é o potencial que você tem de devolver esse valor por meio de um bom planejamento, transparência, um fluxo de caixa positivo. Todos esses pontos farão com que você consiga melhores condições e até taxas de juros mais baixas, se for pensar em um crédito bancário. 

Outra possibilidade que está se tornando bastante comum é o crowdfunding. Com ele, empreendedores conseguem capital pela internet, com um sistema onde as pessoas contribuem voluntariamente para o negócio em troca de produtos ou kits. 

Há também o investidor anjo, onde uma pessoa física investe dinheiro em troca de um potencial retorno. 

Qual fonte de captação de recurso é mais apropriada para a minha empresa?

A escolha da fonte de captação de recursos financeiros vai depender muito de qual estágio de vida sua empresa está.

  • Capital próprio: também conhecido como bootstrapping, é a primeira fonte de capital utilizada por empreendedores. Aqui não há custos de financiamento e nem perda de autonomia na tomada de decisões, que são vantagens, mas também há suas desvantagens como a limitação das perspectivas de expansão e o crescimento do empreendimento, que no caso fica condicionado no reinvestimento de parte dos lucros obtidos. 
  • Capital de amigos e familiares: também conhecido como 3F (friends, Family and fools), é um empréstimo de baixo custo baseado na confiança. É uma forma de obter dinheiro rápido e fácil, mas é preciso muito cuidado para não estragar amizade e até uma relação de família. O dinheiro de um amigo ou de algum parente pode ser o tipo mais caro que existe, por isso pense muito bem antes de optar por esse tipo de recurso. 
  • Crédito bancário: pegar dinheiro com o banco é uma das formas mais seguras, pois as despesas com juros são dedutíveis do imposto de renda e não há perda de participação acionária. As desvantagens são a exigência de garantias, muitas vezes patrimoniais, e as taxas de juros podem ser bem elevadas. É importante que o empreendedor não tenha medo da emoção e pense bem antes de fazer um empréstimo com o banco, e escolha bem a instituição financeira. 
  • Linhas de fomento e subvenção: os órgãos e agências de fomento são instituições públicas que tem por objetivo apoiar financeiramente a pesquisas e soluções em ciência, saúde, tecnologia e inovação. Cabe ao empreendedor pesquisar as linhas de crédito e entender o funcionamento, desenvolver os projetos, submetê-los à aprovação e se for aprovado, se empenhar no cronograma e na prestação de contas. Muita gente acha que não existe dinheiro disponível porque não acompanha os editais, mas se acompanhar os portais que agregam essas informações conseguirá encontrar aqueles que têm aderência entre a sua proposta e o que o edital está buscando. 
  • Capital de risco: investidores aportam capital em empresas esperando participação nos lucros e que o valor da empresa seja cada vez maior. É um risco, pois esses investidores esperam um retorno maior do que se fossem colocar seu dinheiro em bancos. A escolha pelo melhor investidor depende de fatores como estágio de maturidade da empresa, relacionamento pessoal entre investidor e empreendedor, histórico de execução do empreendedor e equipe, modelo de negócio, economia, e se o tipo de capital faz sentido no momento. 

Antes de pegar dinheiro para a sua empresa, você como empresário precisa parar e refletir para saber se está preparado para isso. Saber se está preparado para outro comando acionário na empresa ou para pagar as taxas de juros. 

Há investidores que apoiam não só financeiramente, mas também com networking e conhecimentos de gestão e de mercado. É o caso do investidor anjo.

Esse tipo de investidor geralmente gosta de estar presente e tem uma participação na gestão do negócio, e busca flexibilidade e rapidez nas tomadas de decisão. Mas ele atua de forma temporária, durando em média de 3 a 6 anos, por isso, é importante absorver todo o conhecimento que ele tem a oferecer. 

A partir das informações acima, reflita qual o tipo de capital de risco mais adequado para a sua empresa no momento e não esqueça de ponderar o que cada investidor vai esperar de você. 

Se tiver dúvidas, conte com uma assessoria contábil para lhe ajudar não só com os cálculos, mas também com orientações sobre a gestão financeira da sua empresa e para saber se é o melhor momento de captar recursos ou não. 

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BPO, assessoria e consultoria: Qual a diferença entre cada um deles?

Otimizar e facilitar a gestão das empresas nunca tem sido tão requisitado como nos últimos tempos e por isso, a Terceirização de Processos de Negócios (BPO) tem sido um dos meios para auxiliar gestores a consolidarem suas empresas financeiramente. 

A terceirização financeira é uma ótima opção para redução de custos e aumento da produtividade, mas é preciso entender as diferenças entre os modelos de serviços que podemos contratar dessas empresas que oferecem os serviços de terceirização para tomar a melhor decisão para a sua empresa. 

Para saber melhor sobre cada uma, preparamos este artigo, confira!

E boa leitura!

O que é BPO?

De um modo geral, BPO (Business Process Outsourcing) – ou Terceirização de Processos de Negócios é uma terceirização das atividades ligadas às finanças da empresa, como o fluxo de caixa, gestão orçamentária, faturamento, gerenciamento estratégico e gestão de contas. 

Quando você opta pela terceirização desses processos, o gestor acaba tendo sua carga diminuída, bem como da sua equipe, e os colaboradores têm mais tempo para se dedicarem a outras tarefas mais importantes. 

Uma das maiores vantagens do BPO é a redução de custos, pois a empresa terá um número menor de funcionários contratados e assim, menos encargos trabalhistas para pagar. 

Outra vantagem muito interessante é com relação a produtividade e efetividade das operações, pois as funções acabam sendo feitas por pessoas que são especialistas na área e aí a tendência de acontecerem falhas diminui muito. 

O que é consultoria financeira?

Já a consultoria financeira trata-se de um aconselhamento sobre tendências e oportunidades de mercado, e o consultor não atua tão próximo a rotina diária da empresa e nem trabalha direto com a equipe, mas de acordo com seu conhecimento, ele aponta os caminhos que a empresa deve seguir para alcançar os resultados que deseja. 

Geralmente a consultoria é realizada em uma palestra ou treinamento, que são formas bem efetivas para motivar colaboradores a terem uma visão mais ampla do problema ou dos negócios em geral da empresa. 

Quando a equipe está mais ciente do que está ocorrendo no mercado, ela tem mais ferramentas e disposição para melhorar o seu desempenho e também consegue compreender a importância da sua atividade dentro da sua rotina diária.

O que é assessoria financeira?

Na assessoria financeira, o principal objetivo é prestar assistência técnica, que é realizada por profissionais capacitados para acompanhar o dia a dia da empresa, a fim de identificar problemas, fazer a gestão, e por fim, resolvê-los. 

O assessor deve dar suporte ao empresário para otimizar as atividades rotineiras e esse apoio pode ser na elaboração de projetos ou na execução de serviços. 

É o contrário do que acontece na consultoria, pois na assessoria o relacionamento do assessor com o empresário é mais próximo, e sua função não é só detectar os problemas mas sim atuar efetivamente para resolver todos eles. 

Outra função da assessoria é auxiliar o empresário, ou quem estiver assessorando a tomar as melhores decisões e isso pode ou não envolver o setor financeiro, já que todas as áreas da empresa podem precisar de assessoria e impactam de uma forma ou outra o financeiro do negócio. 

O que há em comum entre BPO, consultoria e assessoria financeira?

O objetivo do BPO, consultoria e assessoria é um só: melhorar a produtividade da empresa. Cada um desses formatos tem um foco e uma forma de fazer mas em resumo, o objetivo é o mesmo. 

Mas como saber qual é o mais indicado para a sua empresa?

Primeiro você precisa levar em consideração as necessidades, a realidade e os problemas que precisam ser resolvidos do seu negócio. 

O BPO é indicado para empresas que estão buscando otimizar processos e ao mesmo tempo, reduzir custos, melhorar o rendimento e priorizar outras atividades, de forma mais estratégica. 

A consultoria é indicada para empresas que estão buscando resultados melhores e precisam de alguém que mostre qual é o problema. 

E a assessoria é indicada para os casos nos quais o problema já foi detectado e o assessor irá apontar a solução do problema, ou seja, onde é necessário atuar para se chegar ao êxito. 

Administrar uma empresa não é uma tarefa fácil e isso independe do tamanho ou setor de atuação e assim, para alcançar o sucesso o primeiro passo é reconhecer que o empresário não consegue resolver tudo sozinho.

Quando se trata de terceirização de serviços de um setor tão importante como o financeiro, é preciso enxergar os benefícios de uma forma bem abrangente, e para os colaboradores é preciso que o foco seja mantido sobre a finalidade da empresa junto ao mercado no qual ela atua. 

Apostar nessas soluções ainda é mais barato

Algumas empresas resistem em contratar serviços de terceirização, consultoria ou assessoria e acabam investindo na contratação de funcionários com mais experiência de mercado a fim de resolver os problemas internos da empresa.

Nem sempre é uma boa saída. 

Além de enfrentar alto custo com essas contratações, o empresário poderá ter que lidar com resistência da equipe, mudanças na cultura da empresa e também pode ser que acabe não dando certo e tudo volte para a estaca zero. 

A empresa que escolhe a terceirização garante uma economia significativa com relação a salários, benefícios e encargos trabalhistas, e não precisa dispor de um espaço e montar toda a estrutura que um departamento todo exige. 

O tempo que o empresário despende resolvendo problemas pode ser gasto aplicando gestão e outras atividades finalísticas da empresa, analisando e organizando as contas dos negócios e tomando decisões mais estratégicas. 

O empresário deixa de ganhar dinheiro para cuidar do dinheiro, essa é a verdade. E muitos nem são especialistas no assunto, e por isso desconhecem algumas práticas e técnicas importantes relacionadas às finanças empresariais. 

Por isso, é importante levar essas três práticas em consideração e investir mais tempo nas atividades finalísticas da empresa e buscar sempre o crescimento do negócio, confiando a parte burocrática do departamento financeiro a profissionais que são capacitados, treinados e especializados no assunto. 

Conheça a Exata BPO!

A Exata BPO foi criada com o objetivo de cuidar do departamento financeiro de sua empresa, diminuindo custos e deixando o empresário com o foco na sua atividade final! Venha nos conhecer melhor!

Médicos: Quais são as vantagens de ter um CNPJ?

Médicos podem trabalhar de várias formas: podem trabalhar em um hospital, clínica, ou ter uma empresa para fechar um contrato ou trabalhar por conta. 

Mas se você receber uma proposta dessa, será que compensa abrir uma empresa?

É o que vamos falar no artigo de hoje. Nos acompanhe na leitura! 

Diferenças entre médico Pessoa Física e Pessoa Jurídica:

Primeiro, vamos falar sobre as diferenças entre ser um médico pessoa física e pessoa jurídica. Não só na forma de atuação ou subordinação, mas na forma de recolhimento de impostos. 

Certamente você gostaria de saber se é mais vantajoso, pagar seus tributos como empresa ou como autônomo. 

O médico autônomo pode chegar a pagar 27,5% de impostos sob o valor dos serviços prestados. Como empresa, terá impostos devidos com alíquotas que vão de 6 a 17% de acordo com o regime de tributação que escolher – falaremos mais sobre isso adiante. 

Portanto, no âmbito financeiro e levando em consideração o pagamento de impostos, é muito mais vantajoso ser pessoa jurídica. 

Outras vantagens é que um médico com CNPJ pode fechar contratos que exijam a emissão de notas fiscais e ter uma vida financeira mais organizada, se claro, não misturar as finanças pessoais com as profissionais. 

A primeira coisa que um médico deve fazer para abrir uma empresa é procurar um escritório de contabilidade para ter uma visão e avaliação sobre as possibilidades e também uma garantia de realizar todos os procedimentos de maneira mais vantajosa e correta. 

Quais são os tipos de empresa para médicos? 

O que determina o tipo de empresa é a natureza jurídica que vai servir para classificá-la em uma categoria com suas características próprias, como a estrutura e o seu modo de funcionamento. 

Isso é diferente dos tipos de regimes a que a empresa poderá se enquadrar, mas isso veremos mais para frente. 

O médico pode abrir uma empresa com uma das naturezas jurídicas a seguir:

  • Sociedade Simples Pura: Pode ser criada por um ou mais médicos com CRM ativo, que serão os empresários responsáveis pela empresa. Nesse tipo de empresa, a responsabilidade pelas dívidas vinculadas à empresa recai sobre o patrimônio individual dos sócios, de forma ilimitada. 
  • Sociedade Simples Ltda: Com as mesmas características da sociedade simples pura, a diferença está nas responsabilidades sobre as dívidas da empresa, onde elas recaem apenas sobre o capital social do CNPJ. 
  • Sociedade Empresarial Ltda: Pode ser criada por um ou mais empresários, sem que sejam necessariamente dois médicos com CRM ativo. 
  • EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada): É o tipo de natureza jurídica que pode ser constituído por apenas um sócio, ou seja, não pode haver sócios. É preciso ter um capital social igual ou superior a 100 salários-mínimos que será de responsabilidade do CNPJ. 

E os tipos de regimes tributários para médicos? Quais são?

Os regimes tributários servem para definir como será a arrecadação dos tributos em uma empresa, ou seja, como a empresa pagará os impostos. É ele quem define quais impostos serão devidos e qual alíquota será aplicada, além das isenções e benefícios que serão aplicados também. 

A escolha do regime tributário é uma das escolhas mais críticas na abertura de uma empresa, pois determinará quais serão suas obrigações fiscais no futuro. 

Por isso é tão importante o acompanhamento de um profissional contábil, que encontrará os caminhos para uma menor incidência de impostos de forma legal e que não vai comprometer a saúde financeira da empresa que está sendo construída. 

Claro que nem sempre será possível escolher o regime mais conveniente, pois a adesão a cada um deles é condicionada a algumas exigências, que falaremos a seguir:

  • Simples nacional: é o sistema mais vantajoso e utilizado por pequenas empresas no Brasil, mas é preciso que o faturamento seja de até 4,8 milhões de reais anuais. A alíquota é única, reduzida e a declaração é simples. Para médicos que não possuem despesas com folha de pagamento, é a melhor opção. 
  • Lucro presumido: Depois do Simples Nacional, é o regime mais utilizado no Brasil e costuma ser vantajoso para médicos porque o cálculo dos impostos é feito por meio de uma média do mercado na atividade exercida. A alíquota é de 11,33% somados ao ISS do município que pode ser entre 2 e 5%. 
  • Lucro real: é o menos utilizado, mas é obrigatório para empresas que possuem faturamento anual acima de 78 milhões. Os impostos são calculados com base no lucro líquido a cada período fiscal e é recomendado para empresas que trabalham com uma margem de lucro mais baixa. 

Qual é o passo a passo para um médico abrir uma empresa?

Agora que você já sabe quais são as definições para abrir uma empresa e já deve ter escolhido seu profissional contábil de confiança, então os próximos passos são:

  • Definição de CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas 
  • Elaboração de contrato e registro dele na Junta Comercial e cartório de pessoa jurídica 
  • Registro da empresa na Receita Federal para obter o CNPJ 
  • Registro na prefeitura – Inscrição Municipal 
  • Obtenção dos certificados digitais 

Mais vantagens de ser um médico PJ:

Por fim, vamos falar sobre as vantagens de ser um médico com empresa aberta?

Como mencionamos acima, o médico PJ pode ter mais oportunidades de trabalho, pois ele não precisa ter vínculo empregatício exclusivo com nenhuma clínica ou hospital. Inclusive a maioria dos hospitais e clínicas dão preferência para quem tem CNPJ, pois isso traz benefícios para a empresa, como a diminuição de impostos pagos e burocracia. 

O médico PJ pode fazer sua própria escola de atendimentos e desenvolver mais trabalho, e ter mais retorno financeiro. 

É importante analisar as condições de trabalho e considerar qual modalidade é mais vantajosa, mas o retorno financeiro tende a ser maior. 

A flexibilidade de rotina é uma das principais vantagens de ser pessoa jurídica, pois ser “chefe de si mesmo” dá autonomia de fazer seus horários.

Com o status de empresa os rendimentos também são considerados superiores a de uma empresa convencional e isso significa que é possível conseguir crédito baseado em suas movimentações contábeis. 

Além de abrir caminho para um crescimento profissional, também é uma garantia de estabilidade em momentos difíceis. 

São muitas as vantagens, não é verdade? 

Exata BPO: Terceirização Financeira

A Exata BPO foi criada com o objetivo de cuidar do departamento financeiro de sua clínica, diminuindo custos e deixando o médico com o foco na sua atividade final. 

Somos uma empresa especializada em terceirização de serviços financeiros, que faz parte do grupo APG, com profissionais capacitados que atuam no segmento financeiro há quase 20 anos, fomentando a produção e auxiliando os clientes nos processos internos. 

Então, se você está precisando de ajuda entre em contato com a Exata BPO, clicando no botão abaixo!

Investidor Anjo: O que é e como encontrar um?

Toda pequena empresa chega em um determinado momento que se não “injetar” dinheiro ela não consegue crescer. Por isso os pequenos empresários acabam pensando em investidores anjo como uma fonte ideal de capital. Mas encontrar um investidor anjo não é tão fácil, e principalmente é preciso encontrar um que queira investir em seu negócio. 

Veja agora o que é um investidor anjo e como encontrar um, e também tire suas dúvidas sobre todo esse assunto. Confira! 

Boa leitura!

O que é um investidor anjo?

Investidores anjos são indivíduos com um patrimônio líquido considerável que geralmente oferecem quantias de financiamento em um estágio anterior do que muitos fundos de capital de risco são capazes de investir (de R$ 25 mil a R$ 500 mil reais). 

Eles contribuem muito mais do que dinheiro, geralmente têm conhecimento do setor e passam contatos para os empreendedores. Muitas vezes assumem inclusive cargos de diretoria nas empresas que investem. 

Um investidor anjo é uma empresa privada, na maior parte com alto patrimônio líquido, com experiência em negócios, e investe diretamente parte de seus ativos pessoais em novos e crescentes negócios não cotados. Além do capital, eles fornecem o que chamamos de “capital inteligente”, que seria gestão de negócios, habilidades e contatos para o empreendedor. 

Esse tipo de investidores desempenham um papel importante na economia, e em muitos países constituem a maior fonte de financiamento eterno. Cada vez mais são importantes no fornecimento de capital de risco, e contribuem para o crescimento econômico e os avanços tecnológicos dos pequenos negócios. 

Como encontrar um investidor anjo para o meu negócio?

Para encontrar um investidor anjo, você precisa ter um perfil tradicional dele em mente, que seria:

  • Ter uma renda que exceda R$ 100.000;
  • Ter de 40 a 60 anos;
  • Ter um patrimônio líquido superior a R$ 1.000.000;
  • Ter experiência empresarial de sucesso anterior;
  • Esperar manter o investimento por cinco ou sete anos;
  • Gostar de aconselhar o empreendedor e gostar de fazer parte da ação;
  • Investir até R$ 150.000, mas permitindo a participação de um sindicato de outros investidores anjos, elevando o investimento total a múltiplos de investimentos individuais;
  • Gostar de investir em uma indústria com a qual ele esteja familiarizado.

Os investidores anjo procuram empresas com potencial de crescimento e exportação e entendem que pode levar vários anos até que o investimento valha a pena, embora também espere ser bem compensado por seu risco. 

Outro detalhe importante é que o investidor anjo gosta de estar por perto para ser mais fácil fazer reuniões e ver com os próprios olhos como anda a organização que ele investiu.

Conhecer um investidor anjo também não é uma tarefa fácil. Geralmente você será apresentado a ele, ou seja, você precisa conhecer a pessoa certa.

Concentre-se em donos de empresas, pois essas são as pessoas que podem ser ou se tornarem investidores anjo ou conhecer um investidor anjo e junte-se a organizações que promovem networking. Participe de feiras e eventos, divulgando seu rosto e seu nome e se conecte ao maior número de pessoas possível. 

Como funciona o investimento do anjo 

O aporte do investidor anjo funciona por meio de um contrato de participações, cujo objetivo é um investimento produtivo. 

O dinheiro aportado pelo investidor não será considerado capital social da empresa e outro ponto de destaque é que o dinheiro deverá ser resgatado pelo menos em dois anos (tempo mínimo de carência para a empresa). 

O máximo de permanência do investidor é de até 7 anos

O investidor anjo poderá receber da distribuição de dividendos o limite de, no máximo, 50% do lucro. 

A Lei Complementar 182/21 traz definições claras sobre o investidor anjo e mais segurança jurídica para o mercado. 

A lei diz claramente que ele não é considerado sócio, não tem direito a gerência ou a voto na empresa e não responde por qualquer obrigação, sendo remunerado por seus aportes. Inclusive, ele não responderá por qualquer dívida da empresa, inclusive no caso de recuperação judicial. 

Qual é o momento de procurar um investidor anjo?

A busca por aportes de investidor anjo geralmente é feita nas fases iniciais da pequena empresa, principalmente de startups, logo após o planejamento. 

No caso das startups ainda, por se tratar de projetos inovadores que ainda estão em desenvolvimento, o investimento é de alto risco, mas o investidor anjo sabe disso.

Mas a vantagem, como dissemos no início do artigo, é que ele não investe apenas dinheiro: ele contribui com experiência, visão de mercado, oferece aconselhamentos na tomada de decisão e contatos. 

Em suma, o investidor anjo procura em uma empresa oportunidades de rentabilizar o seu capital, por meio de investimentos em modelos de negócio repetíveis e escaláveis.

Para que o investimento faça sentido, a possibilidade de retorno deve ser compatível com os riscos, algo que o mercado financeiro chama de relação risco-retorno ou do retorno ajustado ao risco. 

Como geralmente a pequena empresa ou as startups atuam em ambientes de incertezas, o retorno deve ser potencialmente superior ao de outros tipos de ativos disponíveis no mercado. 

Do contrário, o investimento não faria sentido. 

Resumo

Agora que você sabe quais são os elementos para que uma empresa consiga se aproximar do seu investidor anjo, você pode começar a pensar na possibilidade de ter um para a sua empresa. Mas é muito importante ter em mente que o seu negócio precisa estar com o setor financeiro alinhado!

Procure grandes empresas e faça boas parcerias para que você possa entrar em contato com grandes investidores em férias, workshops e outros eventos do tipo, pois esses locais sempre estão no radar dos investidores anjo. 

E se o seu financeiro estiver uma confusão, não se esqueça que você pode contar com a Exata BPO!

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Segurança na Internet: O que é e qual a importância?

A internet hoje está ao nosso alcance a todo momento, seja para consultar uma receita, ver um e-mail do trabalho, fazer uma transação bancária, e por conta disso precisamos de segurança para nossos dados. 

É preciso ter cuidado para proteger as coisas que fazem parte da internet como a infraestrutura, que podem ter nossos computadores, e também nossas informações que são as mais cobiçadas pelos cibercriminosos. 

No artigo de hoje você vai entender o que é, quais são os principais riscos da internet, qual a importância de ter segurança e também vai conhecer algumas dicas para evitar riscos que a cercam. Interessante, não é? Continue acompanhando! 

Boa leitura!

O que é a Segurança na Internet?

Segurança da internet é um termo que descreve a segurança de atividades e transações que fazemos na internet. Trata-se de um componente particular de ideias maiores, como segurança virtual e segurança do computador, envolvendo tópicos que incluem segurança do navegador, comportamento online e segurança de rede. 

Nós passamos boa parte de nossas vidas online, e com isso, somos constantemente ameaçados com:

  • Hackeamento: Que é quando usuários não autorizados obtém acesso ao nosso computador, contas de e-mail ou sites 
  • Vírus ou software maliciosos (conhecidos como malware): Que danificam dados e tornam o sistema que utilizamos vulneráveis a outras ameaças 
  • Roubo de identidade: Onde os criminosos podem roubar informações pessoais e financeiras.

Empresas e pessoas físicas em geral podem se proteger dessas ameaças praticando segurança da internet. 

Quais são os principais riscos da internet?

É importante saber que os ataques podem vir de diferentes formas:

  • Phishing: Trata-se de um ataque virtual que envolve e-mails enganosos, onde os hackers tentam enganar os remetentes dos e-mails para que eles acreditem que a mensagem é do remetente conhecido, e faz com que eles cliquem em um link ou abra um anexo. Assim que o usuário faz isso, ele entrega informações pessoais ou baixa algum tipo de malware no seu computador. O Phishing é uma das ameaças mais antigas que existem e é popular até hoje pois é uma das maneiras mais fáceis e também uma das mais baratas dos criminosos roubarem informações. 
  • Acesso remoto e hackeamento: Hackers sempre estão procurando um modo de entrar em um sistema vulnerável, para roubar informações e dados confidenciais. Os softwares de acesso remoto permitem que um usuário acesse outro computador e como esse tipo de acesso aumentou com a pandemia, a chance de uma rede estar protegida inadequadamente é alta. Há várias técnicas que os hackers usam para explorar vulnerabilidades e eles mesmos podem roubar e vender dados na dark web. 
  • Malware: Tudo o que é relacionado com vírus, Worms, cavalos de tróia, e outros programas que trazem danos, chamamos de malware. São softwares que os hackers usam para causar estragos e roubar informações confidenciais de um computador, servidor ou rede. 
  • Ransomware: Trata-se de um tipo de malware que impede que você use seu computador ou acesse arquivos específicos no seu computador se um resgate não for pago. Geralmente ele é distribuído como cavalo de troia, e após a instalação, ele bloqueia a tela do sistema ou alguns arquivos até que você pague (como se fosse um sequestro). Os preços dos resgates variam, dependendo da variante e do preço da taxa de câmbio das moedas digitais, e nem sempre os criminosos liberam os arquivos depois que você paga. 
  • Botnets: Uma botnet é uma rede de computadores intencionalmente infectados por malware, de forma que possam realizar tarefas automatizadas na internet sem a permissão ou o conhecimento dos proprietários dos computadores. Quando o proprietário de uma botnet controla o computador, ele pode usá-lo para realizar atividades maliciosas. 

Qual a importância de ter a segurança na internet?

Implementar políticas de segurança e investir no treinamento de funcionários para deixar sua empresa mais protegida só trará benefícios ao seu negócio. 

As ameaças à segurança na internet aumentam a cada dia, e muita gente pensa que o alvo dos cibercriminosos são as grandes corporações, mas não é bem assim, não há um alvo específico. 

Os ataques são feitos onde há brechas, em razão de que qualquer dado que possa ser utilizado para fraudes, é alvo de criminosos. 

Inclusive pesquisas mostram que 60% das pequenas empresas que são atingidas por ataques de malware acabam fechando as portas porque não conseguem recuperar as informações perdidas. 

Por isso é de suma importância que os empresários pensem e passem a investir em políticas de segurança que visem a recuperação de dados e a proteção destes. 

Dicas de segurança para evitar riscos

Para navegar pela internet evitando riscos e deixá-la livre de pessoas que estão a procura de falhas para fazer o mal, siga essas dicas:

  • Crie senhas fortes: não crie senhas com data de aniversário e nome de pessoas próximas. Invista em regras que forcem inclusive os usuários da sua empresa a criar senhas fortes, envolvendo letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais. 
  • Invista em um antivírus: contratar um bom antivírus também faz parte do rol de segurança da informação, pois com ele ativado, são feitas varreduras constantes em busca de ameaças que possam comprometer a segurança. Cuidado, pois, ele deve estar sempre atualizado, já que a todo momento, novos malwares estão sendo criados. 
  • Mantenha o sistema operacional e aplicações sempre atualizados: as aplicações e sistemas operacionais com versões antigas sempre ficam vulneráveis a ataques, e por isso é importante mantê-los atualizados. Muitos já possuem a opção de atualização automática, por isso deixe essa opção ativada para não correr o risco de perder alguma atualização disponibilizada pelo desenvolvedor. Não utilize softwares pirateados, pois eles não são possíveis de se atualizar e assim ficam sempre sujeitos a falhas de segurança. 
  • Treine seus funcionários e tome cuidado para não clicar em links ou anúncios duvidosos ao navegar pela internet, não faça downloads de arquivos em sites não confiáveis, não clique em anexos recebidos por e-mails de fontes não seguras, evite abrir e-mails que foram para o spam, cuidado ao passar informações para contatos online e evite utilizar rede wi-fi pública, pois essas redes são vulneráveis a ataques. 

Essas foram algumas dicas de segurança para que você proteja suas informações e as informações de sua empresa. 

Conheça um pouco mais a Exata BPO!

O que é a LGPD? Qual a importância dela dentro das empresas?

LGPD é a sigla para Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, e é uma ferramenta governamental brasileira criada para regulamentar como os dados dos cidadãos devem ser tratados, armazenados e protegidos. 

Essa lei serve para mitigar, em um cenário de coleta massiva de informações que há na internet, as chances de que ocorram abusos e violações ao direito à privacidade, que está previsto na Constituição Federal do Brasil. 

Entenda melhor neste artigo sobre a abrangência da LGPD, o que é e qual a importância dela dentro das empresas. Boa leitura!

Lei nº 13.709/2018

A LGPD é uma lei federal, e seu alcance vai além disso, englobando todas as empresas que tratam dados pessoais no território brasileiro, independente de sua sede. 

Toda organização que armazene qualquer espécie de dado está sujeita às regras da LGPD, que é uma ótima notícia para os brasileiros. 

Para a Lei Geral de Proteção de Dados, as informações pessoais são todas que permitem uma pessoa ser identificada, como números, qualificação pessoal, dados genéticos e características pessoais. 

Com essa definição, outras classificações do tipo de informação também surgiram, como os dados sensíveis, dos dados pessoais anonimizados e dos dados pessoais de crianças e adolescentes. 

E quais são os tipos de informação?

  • Dados pessoais sensíveis: são informações capazes de diferenciar indivíduos, discriminando-os, como por exemplo por sua raça, religião, filiação a sindicato, alguma condição de saúde, etc. 
  • Dado pessoal anonimizado: são informações por meio das quais não se pode definir o titular, fazendo com que estejam fora do âmbito de aplicação da LGPD, o que é desconsiderado caso o processo de anonimização possa ser revertido. 
  • Dados de crianças e adolescentes: a LGPD trata esses dados como possíveis de serem armazenados e tratados apenas por meio do consentimento dos pais ou responsável e a empresa deve buscar esse consentimento.

Quais são as áreas impactadas pela LGPD?

As principais áreas impactadas pela LGPD dentro de uma empresa são a de análise de dados, segurança da informação, serviços e logística, desenvolvimento de softwares de TI, marketing, compliance, gerenciamento de produtos, recursos humanos e jurídica. 

Nessas áreas há informações do titular de dados pessoais que as usam na sua rotina do dia a dia. Essas informações são usadas para diferentes funções, que variam desde pesquisa de comportamento de consumidor à criação de inteligência artificial. 

A LGPD afeta as empresas de modo que acaba obrigando-as a ter mais cuidado e transparência a respeito dos fluxos de operação de dados que pertencem a terceiros. Isso se aplica seja os indivíduos funcionários ou não. Esse cuidado faz com que seja necessário empresas como comércios, instituições bancárias, empresas de negócios digitais, serviços e TI, que tem uma cultura de privacidade dentro da organização. 

O comércio está sujeito a informar ao consumidor qual a finalidade do uso dos dados recolhidos, por exemplo: caso o comerciante solicite o CPF do consumidor para emissão da nota fiscal, esse dado poderá ser usado apenas para essa atividade. Ele não poderá armazenar essa informação para uso posterior. 

As instituições bancárias, que já tinham costume de lidar com milhões de dados pessoais, também tiveram que lidar com essas mudanças.

O principal objetivo da lei foi fazer com que as empresas invistam em tecnologias para dificultar o vazamento de informações, e também obriguem a avisar imediatamente o titular caso haja quebra de sigilo. 

No caso de negócios digitais, que coletam e-mails, assim como cadastros ou formulários, também são afetados pela lei, pois para eles, a criação de termos de uso e privacidade elucida para o consumidor como e porque suas informações são coletadas e porque isso é necessário. 

O que muda para as empresas?

Como dissemos acima, os setores de RH, TI, marketing, comercial e financeiro têm que lidar com as informações de forma diferente.

O setor financeiro por exemplo precisará do consentimento do titular para cada tipo específico de operação financeira, além de prestar muita atenção ao arquivamento. 

Para o marketing a atenção fica em evitar dados desnecessários.

Já o RH fica com o maior desafio, o de proteger dados, mesmo que usem serviços terceirizados para gerenciá-los. 

Com tantas informações para serem gerenciadas dentro de todos esses setores, e a necessidade de seguir rigorosamente as normas da lei, as empresas que lidam com grandes quantidades de dados acabam precisando de um profissional para auxiliar na gestão. 

Data Protection Officer 

O DPO é o encarregado de proteção de dados dentro da empresa, e é o profissional responsável por implementar e fiscalizar todas as medidas técnicas e organizacionais necessárias para adequação da empresa à lei. 

É obrigatório que a empresa tenha um DPO em três casos:

  • Quando o tratamento das informações for feito por autoridade ou órgão público; 
  • No caso de a instituição executar monitoramento sistemático em larga escala de dados pessoais de clientes;
  • Caso a entidade esteja sob posse de dados pessoais sensíveis ou relacionados a delitos criminais e condenações. 

O DPO deve ser especializado em direito digital e ter amplo conhecimento da legislação, assim como ser especialista em segurança da informação. 

Como a LGPD afeta as pessoas?

A LGPD protege mais as pessoas, dentro e fora da internet. Todos nós estamos sujeitos à LGPD, o que fica nítido no artigo 1º da lei, onde pessoas naturais estão sujeitas as cobranças. 

Independente de ser pessoa natural ou pessoa jurídica, qualquer um que use dados coletados para fins econômicos está sujeito à aplicação da LGPD. 

A principal forma de impacto da LGPD na vida de pessoas naturais é o aumento da segurança e do controle sobre seus próprios dados. Mas existem algumas regras que afetam positivamente o titular dos dados. 

Entre elas, podemos citar a de que as empresas deverão sempre informar, notificar e especificar de forma explícita o motivo da coleta de toda e qualquer informação.

Isso dá o direito de consultar, de forma fácil e gratuita todos os dados que uma determinada organização possa ter sobre você. 

As informações devem ter qualidade, portanto, sendo atualizadas e claras, inclusive quanto ao armazenamento, respeitando o acordo que foi feito na hora de coletar os dados. 

Se ocorrer um vazamento de dados, a empresa deve comunicar imediatamente a pessoa sobre o ocorrido.

Conheça um pouco mais a Exata BPO!